sábado, 31 de dezembro de 2016

Núcleo de Pesquisa Históricas Tarcísio Taborda - Atividades de 2016

Por: Cássio Lopes

O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda foi fundado em 1995, tendo, como primeira presidente, a médica e pesquisadora Elizabeth Macedo de Fagundes. Também presidiram a entidade: Murilo Edgar Budó (In Memoriam), Claudio De Leão Lemieszek, José Otávio Neto Gonçalves, Jose Antonio Marques da Silva (Coronel Marques), Heloísa Beckman Morgado, Alessandro Carvalho Bica e Clarisse Ismério. A instituição também teve muitos colaboradores que contribuíram com suas pesquisas, podendo destacar a incansável Elida Hernandes Garcia e o saudoso Mário Nogueira Lopes. Em maio desse ano, assumi a frente do grupo, onde formamos uma diretoria composta com pessoas dos mais variados segmentos da sociedade, na sua maioria cidadãos humildes, porém comprometidos com o objetivo da organização. Em sete meses de atuação, promovemos várias atividades culturais, começando pelo primeiro “Simpósio de História e Cultura - Bagé 205 anos” realizado na Câmara de Vereadores, onde, na primeira data agendada, o evento não aconteceu devido à falta de energia elétrica em virtude de um temporal, fato inédito que entrou para a história da casa legislativa. O mesmo ocorreu com sucesso uma semana após, com a grande participação da comunidade bageense. Também realizamos seis palestras sobre vários temas de importância histórica, onde foram preletores jornalistas, escritores e pesquisadores regionais, estaduais e internacionais. Além disso, tivemos a rica oportunidade de lançarmos o livro “Seguindo o caminho de Garibaldi: José e sua Anita entre Brasil, Uruguai e Argentina”, do jornalista e escritor italiano, Mauro Gavillucci. Durante 19ª edição da Feira do Livro de Bagé participamos ativamente através da promoção de palestras e mesas redondas. Efetuamos uma expedição a região do Velhaco e Lixiguana, no distrito de Palmas, interior de Bagé, onde fizemos o levantamento dos pontos de relevância histórica, ambiental e cultural, bem como entrevistamos moradores e produzimos um documentário sobre a localidade. Montamos parcerias com universidades (Urcamp e a Unipampa), CTG Prenda Minha e Câmara de Vereadores. Reformulamos nosso logotipo e ganhamos uma sala junto ao Arquivo Público Municipal, por intermédio do seu diretor Cláudio Lemieszek. Enfim, 2016 foi um excelente ano para nossa entidade e esperamos que 2017 seja ainda melhor, com a promoção de novos eventos para a comunidade bageense e região da campanha.

Artigo publicado no Jornal Folha do Sul em 31/12/2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Palestra: "O dia em que Cacimbinhas virou Pinheiro Machado".


Palestra:

"O dia em que Cacimbinhas virou Pinheiro Machado".
Palestrante Luiz Antônio Farias Duarte - "Nikão Duarte"
Jornalista e Professor Universitário (Unisinos)
Autor do livro "A guerra de Cacimbinhas"
Local: CTG Prenda Minha (Entrada Franca) - 19h
Na oportunidade serão sorteados livros.
Realização: Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda

Palestra: O Caminho de Giuseppe Garibaldi e Anita Garibaldi


O escritor e jornalista italiano Mauro Gavillucci, que recentemente lançou a versão brasileira do livro “Seguindo o caminho de Garibaldi", faz uma palestra no Teatrinho da Urcamp com a realização do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda.

sábado, 12 de novembro de 2016

Combate dos Porongos: surpresa ou massacre?

Cerros de Porongos - Pinheiro Machado - RS

Por: Cássio Lopes

Em novembro de 1844 estava em voga uma suspensão de armas, condição fundamental para que os governos pudessem negociar a paz. Condição essa não cumprida por todos os envolvidos. Alguns historiadores, como o professor da PUC de Porto Alegre, Moacyr Flores, atribuem o episódio de Porongos à traição dentro das forças republicanas, para eliminar o grupo de Lanceiros Negros e acabar com um dos principais entraves às conversações da paz. Para ele, "os negros foram traídos em Porongos porque Caxias tinha ordens de não lhes conceder anistia. Levaram os negros capturados em Porongos e os que foram entregues pelos Farrapos para a fazenda de Santa Cruz e para o Arsenal no Rio de Janeiro". Historiadores dessa corrente cogitam que a matança teria sido combinada entre David Canabarro, o principal general farrapo, e Duque de Caxias, representante imperial, para exterminar os integrantes, que poderiam formar bandos após o término da guerra e forçarem a assinatura da Paz de Ponche Verde. De comum acordo decidiram destruir parte do exército de Canabarro, exatamente seus contingentes negros, numa batalha pré-arranjada, conhecida como a Combate dos Porongos. A questão da abolição da escravatura, uma das condições exigidas pelos farroupilhas para a paz, entravava as negociações. A libertação definitiva dos ex-escravos combatentes precipitaria um movimento abolicionista no resto do império, e a mão de obra escrava vinha mantendo a produção agrícola desde os tempos coloniais. Os Lanceiros Negros teriam sido previamente desarmados por Canabarro e separados do resto das tropas, sendo atacados de surpresa e dizimados pelas tropas imperiais comandadas pelo Coronel Francisco Pedro de Abreu, conhecido como Moringue.
Outros historiadores acreditam que a batalha de Porongos, foi um ataque sofrido pelo general David Canabarro – e não armado por ele em conjunto com o imperialista Caxias. Para Cláudio Moreira Bento, historiador e coronel reformado do Exército Brasileiro, autor de 70 livros, a maior parte deles sobre história militar, os Lanceiros Negros salvaram a República Rio-Grandense e o seu Exército de um colapso total, “através de resistência titânica que lhes custou muitas vidas, que contribuíram para a manutenção das condições honrosas de paz com o Império, como foi o Tratado de Ponche Verde, graças a Caxias”.
Vê-se então um conflito de versões. Para uns, Canabarro é vilão, para outros, sofre um ataque inesperado. Isso se deve a uma carta atribuída ao barão de Caxias, instruindo Moringue a atacar o corpo de Lanceiros Negros, que seriam previamente desarmados, e afirmando que tal situação teria sido previamente combinada com Canabarro. Esta carta foi mostrada em Piratini, a um professor ligado aos demais comandantes farrapos. A autenticidade desta carta foi questionada, tomando por base o depoimento de Azambuja Rangel(cunhado de Moringue), a mesma teria como objetivo principal a desmoralização da imagem de Canabarro. Seja a carta verdadeira ou não, o fato é que o combate de Porongos removeu um dos obstáculos mais complicados para o restabelecimento da paz no Rio Grande, uma vez que o império não admitia conceder a liberdade aos negros que haviam lutado ao lado dos rebeldes farroupilhas, o que, segundo alguns historiadores, seria considerado um "mau exemplo" para os escravos de outras províncias.
Tenha sido surpresa ou traição, de alguma maneira os negros farrapos foram separados do resto da tropa. Isolados e portando apenas armas brancas, os Lanceiros Negros resistiram bravamente antes de serem liquidados. O combate de Porongos, onde oitenta de cem mortos foram negros, abriu caminho para a Paz de Ponche Verde alguns meses depois. “Tombam os Lanceiros Negros de Teixeira Nunes, brigando um contra vinte, num esforço incomparável de heroísmo", segundo Cláudio Moreira Bento.
Artêmio Vaz Coelho, integrante do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota e historiador de Pinheiro Machado, o qual pesquisou durante 20 anos a história do combate e dos lanceiros negros, embasando-se em teses e trabalhos desenvolvidos por diversos historiadores podendo destacar César Pires Machado, Carlos Marino Louzada e Morivalde de Fagundes Calvet,concluiu que a abordagem dos fatos que é feita sobre a batalha tem sido tendenciosa com as insinuações de traição aos famosos lanceiros negros. No entendimento de Artêmio o que ocorreu foi uma fatalidade em que pereceram os verdadeiros heróis republicanos.

Marco da Batalha do Porongos - Pinheiro Machado - RS

Núcleo de Pesquisas promove palestra sobre a Batalha de Porongos

O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda promove palestra com o pesquisador pinheirense Artemio Vaz Coelho, com mais de 20 anos de pesquisas sobre o assunto. O pesquisador ministrará sobre a batalha e seus acontecimentos. A palestra ocorre no dia 16 de novembro, as 19h no Teatrinho da Urcamp. A entrada é gratuita a toda comunidade!


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Nota de pesar pelo falecimento de Mário Nogueira Lopes

O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda manifesta o seu pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do jornalista Mário Nogueira Lopes, que faleceu ontem 15 de setembro de 2016 em Bagé. 
Mario Lopes nasceu em 28 de outubro de 1922, em Bagé, filho de Maria da Glória e Túlio Lopes. Participou ativamente da história da imprensa de Bagé. Trabalhou desde a fundação da Rádio Cultura e da Rádio Difusora de Bagé. Foi Diretor do Jornal Correio do Sul de 1970 á 1994, sendo o jornalista que ficou mais tempo na direção de um periódico jornalistico da cidade. Seu nome figura entre os "Cem nomes do século em Bagé". Foi membro fundador do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda em 1995, tendo seu trabalho de pesquisa e divulgação da história de Bagé, reconhecido por inúmeras homenagens.
A Mário Lopes ex-membro do Núcleo de Pesquisas Tarcísio Taborda, rogamos a Deus as suas bençãos e o conforto aos familiares.

Mário Lopes

sábado, 27 de agosto de 2016

Núcleo de pesquisas Tarcísio Taborda promove palestra sobre o Cerco de Bagé

Nesta sexta dia 26, foi realizado no teatrinho da Urcamp a palestra "Na catedral, o tigre e o centauro: o cerco a cidade de Bagé durante a Revolução Federalista de 1893" com a presença do palestrante Valdomiro Martins. A realização do evento foi do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda com o apoio da Urcamp. Agradecemos ao palestrante Valdomiro e o  público presente, que prestigiou a excelente palestra do pesquisador a cerca dos acontecimentos no Cerco de Bagé. 





quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Palestra: Na catedral, o tigre e o Centauro

No dia 26 de agosto será realizada a palestra "Na catedral, o tigre e o centauro: o cerco a cidade de Bagé durante a Revolução Federalista de 1893" do palestrante Valdomiro Martins. A realização é do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda com o apoio da Urcamp.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Simpósio de História e Cultura - Bagé 205 anos recebe grande público

Com presença de grande público foi realizado ontem o Simpósio de História e Cultura - Bagé 205 anos. O evento foi realizado na Câmara de Vereadores e na ocasião os novos membros do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda tomaram posse oficial. O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda também recebeu uma homenagem do Legislativo pelos mais de 20 anos em prol da divulgação histórica da cidade. Durante o Simpósio foi exibido o documentário – “Ibagé: A origem de um mito” dos produtores Diones Franchi e Francisco de Assis. Também palestraram os professores Claudio Lemieszeck com o tema "Primórdios de Bagé" e Ivan Pinheiro com o tema "Forte de Santa Tecla". Também abrilhantaram o evento como uma homenagem em versos de Bagé a Diretora Artística do Núcleo Neiva Brito e a professora e atual Patronesse da Feira do Livro Marcia Duro Mello. Foram homenageados também o professor Claudio Antunes Boucinha e a pesquisadora Elida Hernandes Garcia por seu trabalho em prol da divulgação da história de Bagé.
O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda agradece a todos os participantes do evento.

 Membros da diretoria do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda (2016 - 2018)

Participantes do evento juntamente como membros do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda lança Simpósio em comemoração aos 205 anos de Bagé



O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda esteve reunido na noite desta quinta 21 no CTG Gaspar Silveira Martins, para lançar o "Simpósio de História e Cultura - Bagé 205 anos". O evento tem a realização da Câmara de Vereadores de Bagé com o apoio do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda. O simpósio é aberto a toda a comunidade e é parte das comemorações sobre o mês de aniversário do município. Para os presentes haverá inscrições e entrega de certificados para os participantes.


SIMPÓSIO DE HISTÓRIA E CULTURA – BAGÉ – 205 ANOS 

Dia 26 de julho de 2016 

18h – 22h

18:00h – Inscrições

18:30h – Abertura Presidente da Câmara de Vereadores e Posse Oficial do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda

18:45h – Manifestação do Vereador proponente Ramão Teixeira Elias Bogado – Bocão

19:00h – Manifestação de Cássio Lopes – Presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcisio Taborda – Bagé – RS

19:15h – Painel de Abertura – Exibição Documentário – “Ibagé: A origem de um mito” – Painelistas: Diones Franchi e Francisco de Assis

20:00h – 1° Palestra – Prof. Ivan Pinheiro – “Forte de Santa Tecla”.

20:40h – 2 ° Palestra – Prof. Claudio Lemieszeck – “Primórdios de Bagé”

21:20h – 3° Palestra – Representante - Secretário de Cultura do Rio Grande do Sul – Fomento da Cultura no estado do Rio Grande do Sul.


Local do evento: Câmara de Vereadores de Bagé - Plenário Lígia Almeida

Avenida Sete de Setembro n° 812

Certificado para os inscritos com Carga Horária: 6 horas

Realização:

Câmara de Vereadores de Bagé

Apoio:

Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcisio Taborda – Bagé - RS

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Simpósio de História e Cultura - Bagé 205 anos



SIMPÓSIO DE HISTÓRIA E CULTURA – BAGÉ – 205 ANOS
Dia 26 de julho de 2016
18h – 22h

18:00h – Inscrições
18:30h – Abertura Presidente da Câmara de Vereadores e Posse Oficial do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda
18:45h – Manifestação do Vereador proponente Ramão Teixeira Elias Bogado – Bocão
19:00h – Manifestação de Cássio Lopes – Presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcisio Taborda – Bagé – RS
19:15h – Painel de Abertura – Exibição Documentário – “Ibagé: A origem de um mito” – Painelistas: Diones Franchi e Francisco de Assis
20:00h – 1° Palestra – Prof. Ivan Pinheiro – “Forte de Santa Tecla”.
20:40h – 2 ° Palestra – Prof. Claudio Lemieszeck – “Primórdios de Bagé”
21:20h – 3° Palestra – Representante - Secretário de Cultura do Rio Grande do Sul – Fomento da Cultura no estado do Rio Grande do Sul.

Local do evento: Câmara de Vereadores de Bagé -  Plenário Lígia Almeida
Avenida Sete de Setembro n° 812

Certificado para os inscritos com Carga Horária: 6 horas

Realização:
Câmara de Vereadores de Bagé

Apoio:
Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcisio Taborda – Bagé - RS


domingo, 17 de julho de 2016

Bagé - 205 anos




"De histórias e conquistas
Bagé é o berço da tradição
De um acampamento
continua a fazer história neste rincão".

Parabéns Bagé!!!

Homenagem do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda!

17 de julho de 2016

Dom Diogo de Souza - O Fundador de Bagé

Por: Diones Franchi

Dom Diogo de Souza nasceu em 17 de maio de 1755 em Lisboa. Era filho de Dom João de Souza, Marechal de Campo e Dona Joaquina Leite Cerqueira de Medeiro Pestana. Pertencia a uma família que precedia dos primeiros chefes guerreiros, que se estabeleceram em terras conquistadas pela nobreza portuguesa. Era casado com Dona Ana Cândida de Sá Brandão.
Dom Diogo Martim Afonso de Souza Telles, Conde de Rio Pardo era Doutor em Matemática pela Universidade de Coimbra e General do Exército Português, já tendo sido Capitão General em Moçambique (1793-1799) e Capitão General do Maranhão (1799 – 1804). Veio para o Rio Grande do Sul para uma missão militar, onde desenvolveu melhorias na capital Porto Alegre. 
Em 19 de setembro de 1807 foi nomeado primeiro Capitão General da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Suas principais obras admirativas no Rio Grande do Sul ocorreram na contribuição e fundação dos municípios de Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Rio Pardo, Rio Grande e Bagé.
Foi durante suas administração que ocorreram os movimentos revolucionários das colônias espanholas do Prata, o que levou o governo português a intervir em Montevideo e Buenos Aires.
Sua missão era garantia a posse da Capitania de São Pedro, denominando assim o exército pacificador.
Em  17 de julho de 1811 em sua passagem pela região de Bagé em direção a Montevidéu acampou com o seu exército, onde muitos ficaram por estarem doentes e assim se estabeleceram nestas terras.
Em 1815 Dom Diogo recebeu o titulo de Conde de Rio Pardo, como recompensa de sua grande capacidade organizadora e disciplinar no Rio Grande do Sul.
Faleceu em Lisboa em 12 de julho de 1829, deixando um legado para a história do Brasil e do Rio Grande do Sul.


PARABÉNS BAGÉ - 205 ANOS

NPHTT - 2016

quarta-feira, 13 de julho de 2016

XX Semana de Bagé

Por: Tarcísio Taborda

Foi a Lei municipal n° 1628, de 21 de junho de 1970, projeto de autoria do vereador Iolando Machado, sancionada e promulgada pelo prefeito municipal Washington Bandeira, que estabeleceu a Semana de Bagé. Seu objetivo era assinalar o aniversário da fundação de Bagé, ocorrida a 17 de julho de 1811.
Essa lei estabelece que a “Secretaria de Educação do Município organizará todos os anos um programa de festejos” e “que a Câmara Municipal de Vereadores realizará, todos os anos, no dia 17 de julho, uma sessão solene ao encerramento da Semana de Bagé”.
Desde 1956, a Câmara Municipal vinha assinalando a data da fundação de Bagé, depositando uma oferenda floral, na herma de Dom Diogo de Souza e, em 1960, inaugurou o retrato do fundador de Bagé, em sua sala de sessões. Também, nessa data, reservava para homenagens especiais as personalidades e, inclusive em 1971, promulgou a nova Lei Orgânica do Município.
Só em 1973, contudo, foi que o prefeito Antônio Pires implantou as celebrações da Semana de Bagé. Nesse ano, fez uma programação de política de resultados, trazendo, em cada dia, um secretário de Estado, um diretor de instituição financeira ou um dirigente empresarial, para debater assuntos do Município e da Região. Nesse ano, o Museu Dom Diogo de Souza promoveu o I Museu de Rua, com a exposição de fotografias antigas da cidade, colocadas nos locais onde se achava o fotógrafo, permitindo, assim, uma comparação de ontem com o atual.
A partir de então, não se deixou mais de celebrar a Semana de Bagé, atingindo-se o vigésimo ano consecutivo de comemorações. Contudo, houve modificações. A Câmara não mais realizou as sessões solenes, a oferenda floral deixou de ser promovida pelo Poder Público, para ser confiada a Sociedade Portuguesa de Beneficência, os retratos de Dom Diogo de Souza não estão nem mais no gabinete do Prefeito e nem na sala de Sessões da Câmara.
Entretanto, o episódio histórico de maior significação para o Município está assinalado. As celebrações de 17 de julho relembram, anualmente, o ato de Dom Diogo de Souza, que transformou o Acampamento dos Cerros de Bagé, na estática “Rainha da Fronteira” de hoje. 

                     Artigo publicado no jornal Correio do Sul em 11 de julho de 1993 

 Dom Diogo de Souza

Fundador de Bagé - RS



terça-feira, 5 de julho de 2016

Nova diretoria do NPHTT realiza sua primeira reunião

A nova diretoria do Núcleo de Pesquisas Tarcísio Taborda - Bagé - RS, eleita para o biênio (2016 - 2018) fez sua primeira reunião no dia 14 de junho de 2016. O encontro ocorreu na Biblioteca da Urcamp, e na ocasião estiveram presentes (da esquerda para a direita) como convidado Edgar Lopes, e demais membros da diretoria:  Diretor de Fotografia -  Cid Marinho, Vice-presidente - Hamilton Caio Vaz, Presidente - Cássio Lopes, Diretora Artística - Neiva Brito, Secretário - Diones Franchi e Diretor de Cultura - Fabio Tomm. Também fazem parte da diretoria Aristeu Trassante Filho, Bruno Donato e o Assessor Jurídico - Emerson Rodrigues da Silva. Na ocasião foram tratados as primeiras ações do Núcleo para o ano de 2016.



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda tem nova diretoria

Desde maio o Núcleo Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda está sob nova direção, eleita para o biênio (2016 – 2018).
Segundo o novo presidente do NPHTT Cássio Lopes, o objetivo do Núcleo é valorizar a pesquisa histórica em nossa cidade e região, retomando atividades culturais, se possível em parceria com órgãos públicos e privados.
No dia 2 de maio de 2016 a presidente em exercício Heloisa Beckman deu posse ao presidente Cássio Lopes. “Queremos resgatar o trabalho importante que o Núcleo vem desenvolvendo durante esses 22 anos de história”, comenta Cássio.

A nova direção é formada por:

Presidente: Cássio Gomes Lopes
Vice Presidente: Hamilton Caio Vaz
Secretário: Diones Piazer Franchi
1° Membro Diretor: Fabio Luis Tomm
2° Membro Diretor: Cid Marinho
3 °Membro Diretor: Neiva Brito
Assessor Jurídico: Emerson Rodrigues da Silva

É necessário ressaltar que alguns cargos poderão ser remanejados ou acrescentados no futuro.
Os horários e locais das reuniões serão divulgados no blog https://nucleodepesquisashistoricas.blogspot.com.br/ e na página do Núcleo no facebook, para isso basta pesquisar o nome do Núcleo.
O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda - Bagé – RS, está aberto a todos que tiverem interesse por história, principalmente pela história do município e do Rio Grande do Sul.

 Diones Franchi, Heloisa Beckman, Cássio Lopes e Hamilton Caio Vaz

sábado, 18 de junho de 2016

Mercado Publico e Casa de Cultura Pedro Wayne


Por: Cid Marinho

Antigamente, neste local, funcionava uma casa comercial muito conhecida na cidade, chamada Casa Vermelha. Fundada em 1902, a Casa Vermelha era considerada uma das casas comerciais de maior bom gosto e luxo da época, e possuía artigos para homens, mulheres e crianças, além de perfumes, calçados, miudezas, secos e molhados, além de que, várias mercadorias vinham da Europa.
O antigo prédio foi vendido em 1919 para o Banco do Comércio, e demolido na década de 20 para ser construído em seu lugar a sede da agência do Banco Nacional do Comércio.
O atual prédio, com tendência positivista, foi inaugurado em 15 de maio de 1929. Na década de 70, a agência foi desativada. A Prefeitura adquiriu o prédio na década de 90, durante o governo de Luís Alberto Vargas, e o transformou num centro cultural da cidade. Recebeu o nome de Casa de Cultura Pedro Wayne, em homenagem a este ilustre escritor, jornalista e animador cultural de Bagé, falecido em 1951.
Hoje, a Casa de Cultura, está disponibilizando eventos de cultura popular, erudita, regional e universal. Além das manifestações de arte (como desenho, gravura, pintura, escultura, literatura, música, dança, folclore e artesanato). Outros temas, como ecologia, fazem parte da vida da Casa de Cultura, que sempre conta com alguma exposição ou evento para presentear ao bageenses e visitantes.

Casa de Cultura Pedro Waine e Antigo Mercado Público de Bagé - RS

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Palestra - Primórdios da Medicina em Bagé


O Major Jorge Reis

Por: Tarcísio Taborda
Logo nos primeiros meses de circulação manteve o Correio do Sul uma secção denominada “Petit Cinema”, a cargo de Eclair, que fazia “charges” poéticas das figuras locais. Na edição de 18 de novembro de 1914, a “charge” XXXII retratava o velho historiador de Bagé, nos seguintes versos:

“Alferes honorário, por um lado,
Major, por outro lado, da briosa.
É velho e de moreno carregado.
Nossas datas comenta em boa prosa.

Da intendência, caríssimo leitor,
Ele é funcionário inteligente,
Tem uma veia de historiador,
Usa um PORRETE de assustar a gente”.


Jorge Reis nasceu em Bagé, no dia 26 de junho de 1853, sendo filho do português Francisco José da Silva Reis e de Aurora Gonçalves Reis.
Inteligente, inquieto, cedo matriculou-se na aula do sexo masculino do Mestre Porto, o mais famoso e dedicado professor do seu tempo. Aí esteve durante seis anos e aí foi submetido a exame por D. Pedro II. O nosso imperador visitava Bagé em outubro de 1865 e, como de hábito, dedicava a maior parte do tempo a inspecionar as escolas e conversar com professores e alunos. O Conde d`Eu em seu diário de viagem comenta essa visita e o próprio Jorge Reis, em seu livro “Homens do Passado”, fala do episódio.
A vibração cívica daqueles dias, em que o Brasil estava em guerra contra o Paraguai, tirou Jorge Reis da escola para sentar praça no 5° Regimento de Cavalaria, onde logo atingiu a graduação de Alferes.
Dedicou-se ao jornalismo e à advocacia, foi político liberal e escreveu duas obras fundamentais para a história de Bagé.
Como jornalista, fundou o “Cruzeiro do Sul”, folha imparcial, consagrada a defesa dos interesses locais, além de ter sido redator da “União Liberal”, de propriedade de Silveira Martins.
Como advogado, teve ativa vida forense, e exerceu as funções de procurador do Município e de auxiliar do Procurador Geral da República, além de ter exercido a promotoria pública, como substituto.
Como político, foi ativo pregador das ideias liberais, propugnou e fez campanha pela abolição da escravatura e integrou-se entre os propagandistas da república, tendo participado do Congresso Republicano de 1883.
Exerceu as funções de Secretário da Câmara de Vereadores.
Quando da Revolução Federalista de 1893, esteve no Cerco de Bagé, e por sua dedicação em defesa da legalidade, recebeu do Marechal Floriano Peixoto, Presidente da República, a Patente de Major Honorário do Exército Brasileiro.
Destacada figura de nosso meio social, integrou diretorias de muitas instituições sociais e beneficentes.
Foi Diretor da Instrução Pública, Delegado de Polícia e, sobretudo, o historiador de Bagé.
Pela imprensa divulgava fatos de nosso passado e em seus dois livros “Apontamentos Históricos e Estatísticos de Bagé” e “Homens do Passado”, imortalizou a vida de nossa cidade.
Foi um grande servidor de nossa terra, foi um grande pregador de ideias liberais, foi a melhor testemunha de nosso passado.
Jorge Reis faleceu em Bagé, aos 71 anos de idade, no dia 16 de abril de 1924.

Artigo publicado no Correio do Sul em 4 de setembro de 1983.

sábado, 11 de junho de 2016

Nota de pesar pelo falecimento do General Aluísio Budó

O Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda manifesta o seu pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do General Aluísio Budó que faleceu no dia 8 de junho de 2016 em Bagé aos 83 anos. Budó além de dedicar sua vida ao exército, se dedicou muito a comunidade bageense. Foi um dos fundadores do Rotary Clube Bagé Campanha. Foi provedor da Santa Casa entre 2004 e 2005, Secretário de Administração no governo da primeira gestão de Carlos Sá Azambuja e integrou a direção do Núcleo de Pesquisas Tarcísio Taborda. Budó era viúvo e deixa os filhos Thais, Ana Luísa e Santiago César. 
Ao General Aluísio Budó, ex-membro do Núcleo de Pesquisas Tarcísio Taborda, rogamos a Deus as suas bençãos e o conforto aos familiares.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Nossa Senhora Auxiliadora e as velas votivas em Bagé

Por: Diones Franchi

Nossa Senhora Auxiliadora é na igreja católica uma das formas de devoção a Maria, mãe de Jesus. O nome Auxiliadora surgiu da devoção dos cristãos na vitória da armada cristã na Batalha de Lepanto no ano de 1571, comandada por Dom João de Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo momentâneo da Europa. O Papa Pio V conseguiu unir a Espanha com Veneza, sob o comando de João da Áustria para no Estreito de Lepanto, destruir totalmente a força naval da Turquia. Durante a batalha o Papa rezava, com toda a sua corte, o rosário de Nossa Senhora. Em agradecimento, o Papa Pio V incluiu na Ladainha de Nossa Senhora que são as preces e cantos, ao o epíteto de Auxiliadora dos Cristãos.

Nossa Senhora Auxiliadora

No século 18, Napoleão Bonaparte deportou o Papa Pio VII de Roma, que ficou prisioneiro na França entre 1809-1814. O Santo Padre ficou preso por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações.Tendo experimentado o poderoso auxílio da Mãe de Deus, quando recuperou a liberdade, Pio VII decretou a celebração da festa com o título Auxílio dos Cristãos, no dia 24 de maio do ano litúrgico. 
A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada pelo Papa Pio VII no ano de 1816, tão logo que foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte. 
A origem do nome "Auxiliadora" surgiu dos antigos romanos que chamavam “Auxilia” as tropas aliadas que combatiam com suas legiões. Assim o nome “Auxilia”, evoca lutas em campos de batalha, onde a vida se pode tornar heroísmo em defesa de um ideal.
A Igreja seria uma milícia, e os cristãos lutam pela defesa e pela propagação da fé. Nossa Senhora é o seu auxílio no combate, sendo terrível com um exército em ordem de batalha.
O Papa Pio IX exaltou a figura de Maria quando promulgou o dogma da Imaculada Conceição (Ineffabilis Dei, 1854) com estas palavras: “Maria é fidelíssima auxiliadora e poderosíssima mediadora e reconciliadora de toda terra junto a seu Filho Unigênito”. 
A invocação “Auxílio dos Cristãos” é a forma pública e social da mediação que a Santíssima Virgem exerce não só a favor de pessoas, instituições e países, mas também para o bem de toda a Igreja Católica e do Santo Padre o Papa, principalmente nos momentos mais trágicos da humanidade e nos períodos mais difíceis da Santa Igreja.
Dom Bosco colocou a invocação Auxilio dos Cristãos, sob o titulo de Nossa Senhora Auxiliadora, no centro da espiritualidade de suas congregações recém-fundadas.

 
Procissão de Auxiliadora - Bagé - RS

As velas votivas em Bagé

No Brasil, durante a 2° Guerra Mundial, o exército brasileiro enviou soldados a Europa, entre eles muitos da cidade de Bagé. 
Em 1943 o padre Edgar Aquino Rocha, preocupado com a vida dos soldados, pediu para a população bageense, que escurecesse a cidade e deixasse apenas uma vela na janela, para ter fim os bombardeios, que estavam ocorrendo por conta da 2ª Guerra Mundial. Ele também pedia que Nossa Senhora Auxiliadora, trouxesse os soldados “pracinhas” de Bagé de volta com vida. A atitude do padre deu início a uma tradição que faz votos de paz a toda a humanidade. 
Os anos passaram e as velas continuaram a ser acesas como forma de devoção à Nossa Senhora Auxiliadora. 
Até os dias de hoje, em Bagé - RS, no dia 24 de maio, a procissão continua e as janelas das residências são iluminadas com velas em homenagem à Padroeira, que dá guerra, trouxe o conforto e a paz em seus corações.

Foto: - Prefeitura de Bagé

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mão Preta (Preto Caxias)

Por: Diones Franchi

Maximiliano Domingos do Espírito Santo, o popular Preto Caxias, conhecido também como Mão Preta foi um filantropo e enfermeiro que se destacou com seu trabalho de caridade na cidade de Bagé e região.
Mão Preta era um homem simples, que nasceu no Rio de Janeiro em 1808 e veio, para Bagé, servir ao exército brasileiro no 8º batalhão de infantaria. Ao sair do exército em 1847 permaneceu na cidade até o final de sua vida, vindo trabalhar na Santa Casa de Caridade de Bagé como enfermeiro. A história conta que o milagreiro era uma pessoa muito benemérita e que viveu seu tempo integral no auxílio de doentes e familiares. 
Preto Caxias trabalhava desde a portaria até os quartos e cuidados com os adoentados. Ele morreu com cerca de 80 anos e, quando esteve doente, foi o único a receber a ilustre visita da Princesa Isabel e um aperto de mão da nobre princesa.,Segundo alguns pesquisadores o aperto de mão poderia poderia ser de seu marido o Conde D'Eu, já que uma princesa não apertaria a mão de um plebeu como reza a tradição monarca. 
Outro fato conta que Mão Preta resolveu ir à Igreja de São Sebastião quando a Princesa Isabel esteve presente. O Pároco Reverendo Bitencourt recebeu a filha do imperador Dom Pedro II na porta da igreja e apresentou Mão Preta dizendo “Este é o Preto Caxias alma mais caridosa da região”. 
O tratamento recebido, pela princesa e também por toda nobreza, simbolizou a igualdade racial. Considerado na época uma situação incomum, em período de escravidão, onde todos eram muito cheios de preconceitos. 
A provável visita da princesa em seu leito no hospital da Santa Casa de Caridade de Bagé, também quando doente e o famoso aperto de mão, seria uma informação para simbolizar e mortalizar o fim das diferenças, fato que teria sido destaque nacional nos jornais da época. Mão Preta está sepultado em ala nobre do Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé, próximo ao túmulo do General Antônio de Souza Neto. O túmulo do Mão Preta fica na parte principal da entrada do cemitério e é muito visitado pela comunidade que acredita em seus milagres. Pela benemerência e o auxílio à comunidade, acabou se tornando santificado. O nome Preto Caxias, se deve a ele ter acreditado nos ideais do Barão de Caxias, mas com o tempo o nome que predominou foi o nome de Mão Preta.
Até os dias de hoje muitas pessoas o veneram e seu túmulo é muito visitado, lhe atribuindo muitas graças.
Maximiliano faleceu em 1º de julho de 1888, o mesmo ano da abolição da escravidão no Brasil.

Mausoléu de Preto Caxias e o aperto de mão com a Princesa Isabel

Quem foi Adão Latorre?

Por: Cássio Lopes

Oriundo do Uruguai fixou residência no interior de Bagé. Adão Latorre sobre o qual pesam as acusações de haver degolado no dia 28 de novembro de 1893 em torno de 300 prisioneiros no combate do Rio Negro,(nos campos do atual município de Hulha Negra); segundo testemunhas oculares do acontecimento, foram degolados realmente e no máximo, 34 pessoas já que, após o combate e antes da degola, foram contados 270 mortos espalhados no campo da batalha.
Na importante obra “Alma, Sangue e Terra” de Cândido Pires de Oliveira, encontramos às páginas 189 e 190, uma nota sobre Latorre cujo conteúdo é uma transcrição de um depoimento do próprio Adão feito ao Sr. João Cavalheiro durante a revolução de 1923 com o seguinte teor:
Depois de haver participado da Guerra do Paraguai ao lado de Joca Tavares, ao eclodir a revolução de 1893, novamente, ingressou nas forças daquele general. Ao partir para a revolução, deixou em sua residência, como guardião de sua esposa e filhos, o seu pai, já com avançada idade. Passando por aquele local um contingente castilhista, seus componentes assassinaram cruelmente o seu pai, conduziram ao acampamento a esposa e filhas que indefesas, foram submetidas a estúpidas sevícias. Por ocasião do combate do Rio Negro, Adão Latorre logrou aprisionar os responsáveis por aqueles crimes horrendos contra a sua família. Valendo-se de testemunhas, que identificaram um por um dos assassinos, os abateu degolados. Entre os executados estava o Coronel Legalista Manoel Pedroso.
No livro nº 4 dos Contratos Diversos do 8º Distrito, encontramos registrado no dia 27 de setembro de 1922 o Testamento do Lendário Cel. Adão Latorre que possui o seguinte teor: “Adão Latorre, solteiro, uruguaio, com 83 anos de idade, domiciliado no 1º Distrito a quem conhecemos e atestamos a sua perfeita sanidade, declara em seu testamento sua última vontade pela maneira seguinte: Que não tendo herdeiros necessários, descendentes ou ascendentes, embora reconhecendo verdadeiros e naturais os seus dois filhos havidos com Maria Francisca Nunes, brasileira, solteira já falecida, João Latorre com 52 anos de idade e Nicamoza Latorre com 42 anos, solteiros, uruguaios, residentes no município, deixa oito braças de sesmaria e a casa para Josefina Machado companheira com que reside, cuja área tem limites com a propriedade de Gaudêncio Furtado de Souza e a estrada real de Bagé ao Camaquã e nomeia como testados  Gaudêncio Furtado de Souza e substituto Vergílio Alfredo de Almeida. Testemunhas: Plínio Azevedo (funcionário público), José Otávio de Lima (comerciante), Miguel Ravizo (comerciante), Anaurelino Francisco Ferreira (funcionário público) e Jônatas José de Carvalho (proprietário). Escrivão ao Sr. José Maria Lopes”.
Adão Latorre morreu fuzilado no dia 15 de maio de 1823, no combate do Santa Maria Chica (Passo da Ferraria) município de Dom Pedrito, após sofrer emboscada dos capangas do Major  Antero Pedroso. (Irmão do Coronel Manoel Pedroso)
 Pedro Antônio de Souza Neto (tio Pedro), ferreiro do antigo 12º RC, hoje 3º Batalhão Logístico (Batalhão Presidente Médici), foi quem no ano de 1923, com a patente de 3º sargento do Exército, foi designado a integrar um pelotão para fazerem o translado do corpo de Adão Latorre do Passo da Maria Chica para Bagé, onde foi sepultado no cemitério dos anjos.
Adão deixou 13 filhos dos quais 9 eram Uruguaios e dois deles possuíam o nome de João.
Também lutaram na Revolução de 1893, vários uruguaios, defendendo a causa Maragata, destacando o General Aparicio Saraiva e sua força, que era composta por vários de seus compatriotas. 

Coronel Adão Latorre ao centro e seus ajudantes de ordem

O Antigo Mercado Público e Extinto Posto de Gasolina de Bagé

Por: Cid Marinho

A presente foto, até então desconhecida da "Rua General Sampaio", Centro da cidade de Bagé, foi produzida em 1951 (Do alto do Ed. Salim Kalil). Na época ainda existia o antigo "Posto de Gasolina" construído em 1939 e demolido em 1973, para dar lugar ao atual e polêmico "Calçadão". À esquerda aparece parte da lateral do extinto "Mercado Público" construído em 1886, e demolido em 1954. Era um dos mais bonitos "Mercados" do interior do Estado, com a sua derrubada perdeu-se uma das principais referências da história e memória de nossa cidade.

Antiga foto da Rua General Sampaio

Bagé Bicentenária - "A principal Avenida da Cidade"

Por: Cid Marinho

A antiga cidade ia por assim dizer, da "Igreja de São Sebastião" até o "Cemitério" atual. As ruas eram estreitas, sem iluminação, e sem calçamento. Foi o Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, quando Capitão, que em 1855, mandou traçar as novas e largas avenidas, em direção ao Norte da Cidade. Em 17 de Outubro de 1860, com a aprovação da "Presidência da Província", a Câmara Municipal resolveu substituir o nome da rua principal, que antes era chamada de "Rua do Portão", para "Avenida 7 de Setembro".
Esta avenida, foi a primeira a receber o calçamento de pedras, e também a primeira a ter iluminação elétrica, em 1899. Nela foram instalados a primeira sede do antigo "Banco da Província do Rio Grande do Sul", e o primeiro "Cinema" da Cidade, em 1914. Até os dias atuais, a "Avenida 7", continua sendo a com maior número de "Prédios, Lojas, Bancos, Clubes, e Hotéis". Em contra partida, tem sido a Avenida mais agitada/congestionada de pedestres e motoristas, durante o horário comercial.
Na imagem antiga, cabe informar que no prédio bem à direita, aparece a extinta sede do antigo "Banco da Provincia do R.G.S.", inaugurado em 1914. E na imagem atual (que foi produzida no mesmo ângulo de vista que a antíga), existe hoje, o imponente prédio construído em 1928, onde também funcionou o antigo "Banco da Provincia", depois passou a funcionar nele o "Banco Meridional", e atualmente está funcionando o "Banco Santander".

Avenida 7 de Setembro ontem e hoje

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Convite de lançamento do livro "A Memória Retida na Pedra"

Convite do Lançamento do livro "A Memória Retida na Pedra", de autoria da escritora e historiadora Elaine Bastianello integrante do NPHTT,que ocorrerá no dia 19 de maio, as 18:30h, no Museu Dom Diogo de Souza em Bagé - RS.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda completa 22 anos

O núcleo de Pesquisa Históricas Tarcísio Taborda completou no dia 4 de maio de 2016, 22 anos, com uma história repleta de divulgação e pesquisa da história do município de Bagé-RS. O Núcleo é uma instituição pública constituída em 4 de maio de 1995, idealizada por um grupo de pessoas ligadas ao estudo da história. Destina-se a desenvolver, pesquisar, identificar, divulgar, defender, documentar, estudar e preservar o patrimônio histórico e cultural de Bagé. O grupo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda terá novidades em breve com a apresentação da nova diretoria para o biênio (2016-2018).

Lançado o livro "Bagé de Ontem e hoje" de Tarcísio Taborda

Foi lançado no dia 30 de novembro de 2015 no saguão principal da Universidade da Região da Campanha - Urcamp, o livro "Bagé de ontem e de hoje" de autoria do historiador Tarcísio Taborda.
A obra reúne 270 artigos publicados pelo historiador, nos jornais bageenses e do estado entre os anos de 1939 a 1994. A publicação é do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda, que tem como editora a Ediurcamp. A organização do livro é da pesquisadora e sócia fundadora do Núcleo, Elida Hernandes Garcia. 
A pesquisadora levou 6 anos para concluir a obra que conta com 630 páginas.
Élida destaca que a obra é histórica e deve ser utilizada para pesquisa de alunos e amantes da história, onde o leitor conhecerá a origem do município, desde a sua fundação, conhecendo personagens e vivenciando acontecimentos importantes para Bagé e região. Confira essa obra do maior historiador que Bagé já teve!


Livro: 
Bagé de ontem e de hoje: coletânea de artigos publicados na imprensa (1939 - 1994)
Editora Ediurcamp - 2015

Bagé - Fatos e Personalidades

O livro “Bagé – Fatos e Personalidades”, lançado em abril de 2007, impresso pela Evangraf de Porto Alegre mas atribuído à Editora Praça da Matriz, é um dos vários projetos de cunho histórico e cultural viabilizados pelo Núcleo de Pesquisas Tarcísio Taborda. De autoria do jornalista Mario Lopes descreve em 136 páginas,fatos históricos da cidade de Bagé, em linguagem simples e objetiva. Na área de imprensa, o jornalista enumera órgãos que Bagé já sediou e uma linha do tempo dos veículos até a fundação do Jornal Minuano.

Contracapa do Livro Bagé - Fatos e Personalidades 

"Mário Nogueira Lopes havia se encastelado na modéstia, e com usura conservava para projetos futuros - que sempre demoravam - a riqueza de sua memória e as preciosas informações que recolhera na faina jornalística, agora felizmente eternizada nesta obra, sinal de que seu baú ainda guarda muitas outras jóias, que também se pretende expropriar, em breve publicação".

José Carlos Teixeira Giorgis